quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Robô Ajuda Alunos de Odontologia no Japão


Desenvolvido pelo Nippon Dental University Hospital, o Simroid é um robô que emula características físicas e o comportamento humano com o objetivo de ajudar a formar dentistas melhores. Produzido pela empresa Kokoro, o dispositivo foi apresentado pela primeira vez em 2007 - desde então, sofreu diversos avanços que o deixaram muito perto de um lançamento comercial.
O principal objetivo da máquina é melhorar as capacidades de comunicação dos estudantes, os tornando mais aptos a lidar com pacientes humanos. Para isso, o Simroid foi equipado com um sistema de reconhecimento de voz que faz com que os olhos robóticos sigam as pessoas a seu redor. Além disso, sensores colocados ao redor da boca são capazes de responder de forma realista a estímulos que provocariam dor ou desconforto a uma pessoa.
Outra mudança ocorreu no material usado para construir a pele artificial do robô. Os modelos iniciais do aparelho usavam silicone, que se mostrava pouco flexível e rompia com facilidade. Para resolver o problema, os responsáveis pelo projeto tiveram de substituí-lo por uma substância mais resistente e que não se quebrasse mesmo quando em contato com aparelhos dentais.
O desconforto que o contato do cotovelo do médico prova ao entrar em contato com os seios de uma paciente também passou a ser levado em conta pelos desenvolvedores do robô. Se uma situação semelhante ocorrer durante o tratamento do Simroid, o robô é capaz de demonstrar seu descontentamento de forma bastante clara.
Todo o tratamento é gravado por duas câmeras, que analisam tanto as habilidades técnicas como a capacidade de comunicações dos estudantes. Todo o processo dispensa a presença de um monitor no local, que pode assistir às gravações e avaliar os estudantes em um momento posterior.
Segundo a Kokoro, o Simroid está 99% pronto para fazer sua estreia comercial. Para que o robô seja considerado completo, os desenvolvedores pretendem ajustar alguns detalhes da sensibilidade de seus dentes, além de adicionar o suporte a um número maior de idiomas - atualmente, a máquina só consegue se comunicar em japonês e em inglês.

E a nossa pergunta é: Será que essa tecnologia chegará também ao Brasil?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Homenagem ao pai da fotografia

Assim como o google, que hoje está com a sua página assim:


Nós também homenageamos Louis Daguerre, que hoje (18) comemoria o seu 224º aniversário. Louis foi o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz, o que mais tarde se transformou no que conhecemos como fotografia.

A fotografia na odontologia tem sido uma ferramenta cada vez mais utilizada. Ela se aplica na documentação de casos, onde costumamos fotografar os casos antes do tratamento, durante alguns procedimentos e também o caso concluído.



A imagem também facilita a comunicação entre o dentista e o paciente, para que ambos possam ver e discutir juntos a necessidade dos procedimentos a serem realizados.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Implante Unitário de Pré Molar Inferior

Nada como um feriado para recarregar as baterias, e voltar a trabalhar com força total até o fim do ano!!!

O caso postado hoje, é um caso de implante unitário, ou seja, onde houve somente a perda (extração) e a reposição (com implante) de um dente.

Neste caso, foi realizada a cirurgia para a colocação do implante, e aguardado o tempo necessário para cicatrização e osseointegração.  Em seguida foi confeccionada uma coroa unitária em porcelana, visto que a porcelana é o material mais adequado para a manutenção da higiene, com uma lisura e estética muito similar ao dente natural.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Meeting de Especialidades de Santos e Região

Este mês tivemos a participação da Dra. Luciana Blank, responsável pela Especialidade de Endodontia da Blank Odontologia, palestrando no Congresso promovido pelo Sindicato dos Odontologistas de Santos e Região.

A palestra discorreu sobre as aplicações do ultra-som na endodontia atual, sendo esta tecnologia de grande valia nos tratamentos de canais em suas diversas fases.

Podemos destacar a uso do ultra-som na Endodontia para: acabamento da cirurgia de acesso, localização de canais, remoção de nódulos, acesso a canais calcificados, remoção de núcleos, remoção de limas fraturadas, ativação da irrigação e retrocirurgias.

Postamos aqui dois casos de elevada complexidade, realizados na Blank Odontologia, onde a utilização do ultra-som aliado ao conhecimento e experiência clínica, foi fundamental para o sucesso dos casos.

Casos 1- Dente Molar com Canais Calcificados

Caso 2- Dente Pré Molar Superior com 3 Canais (normalmente possui 2 canais)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Restaurações após Clareamento dental

No caso de hoje, temos uma situação comumente encontrada onde mesmo após realizado o Clareamento Dental, ainda notamos alguns dentes mais escurecidos que outros. Neste caso em particular, a paciente possuia antigas resinas cobrindo esses dentes, o que impede um clareamento mais profundo da área.  Outras vezes também existem coroas ou dentes com canal tratado, muito restaurados que também não ficarão como os demais dentes naturais.



Após as restaurações realizadas, nota-se a melhora da forma, cor e textura dos dentes (fotos tiradas ao término da mesma sessão). Notamos a harmonia agora do sorriso, e conseguimos perceber melhor a beleza do clareamento dental, deixando nossa paciente com o seu sorriso mais jovial e alegre. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Endocardite Bacteriana e a Saúde Bucal

Qual a relação entre saúde bucal e as doenças do coração?
O comprometimento da saúde bucal está diretamente associado à endocardite infecciosa. A doença afeta o coração e pode comprometer as funções vitais, exigindo uma internação prolongada. A endocardite é responsável por uma alta morbidade e por significativas taxas de mortalidade. Em torno de 20% dos doentes não sobrevivem.

Qual é o quadro, hoje, da endocardite?
O Incor, que é um centro de referência na doença, registra a cada mês dez a doze pacientes com endocardite. Cerca de 40% destes casos tem origem bucal e são descobertos tanto por infecções espontâneas,  resultantes de dentes ou gengivas em mau estado, quanto pela manipulação de áreas infectadas para tratamento odontológico. Nestes casos, o que provoca a doença é a bactéria Streptococcus viridans, que habita normalmente a boca, sem provocar qualquer dano. Mas, ao entrar na circulação, esta bactéria vai parar no coração e pode provocar a endocardite.

Qual é o principal grupo de risco?
Portadores de doenças ou lesões de válvula cardíaca e cardiopatias congênitas, como o sopro no coração. A pessoa com lesão de válvula ou cardiopatia congênita deve ter a máxima atenção com a saúde bucal. E havendo necessidade de algum tipo de manipulação dentária, deve identificar-se ao dentista como portador de tais doenças e levar declaração do cardiologista de que precisa tomar um antibiótico preventivo, antes de qualquer intervenção.

Qual é o procedimento, no Incor, para este pacientes?
O Instituto do Coração possui um serviço de odontologia e todos os pacientes, antes de cirurgias de válvulas ou doenças congênitas, fazem uma completa avaliação dentária para eliminar focos de infecção. Este trabalho visa a prevenção da endocardite no pós-operatório.

Com base neste acompanhamento, o que se observa em relação a saúde bucal dos cardiopatas?
Para se ter idéia da gravidade da situação, entre os pacientes que frequentam nossos ambulatórios de cardiopatias valvares, apenas 10% podem ser considerados com boa saude bucal. Ou seja, 90% de nossos pacientes tem problemas bucais de alguma natureza. Em geral são pessoas que não tem cuidado odontológico, não costumam ir ao dentista com frequência ou não realizam a higiene adequadamente.

A endocardite é a única doença associada à saude bucal?
Pesquisas têm associado as infecções, inflamações e outras afecções da gengiva com a arteriosclerose, que podem comprovar a correlação da saúde bucal com a ocorrência de infarto. Apesar de incipientes, estas pesquisas tem boa base científica.

Como é avaliado a postura dos cirurgiões dentistas frente a este quadro?
As novas gerações já tem boa formação e vêm desenvolvendo uma mentalidade clínica. É necessário aprofundar o conhecimento na área médica, mas o que se vê é que há todo o interesse em aprender e melhorar a formação. É muito importante que o profissional se conscientize dessa necessidade e possa fazer uma avaliação mais global do paciente.

Qual o principal cuidado no consultório?
A palavra chave é o sopro. Ao identificar um paciente com sopro, o dentista deve fazer a prevenção primária, orientando sobre a escovação e uso do fio dental (Tratamento Periodontal). Também deve tomar cuidados adicionais, porque é fundamental que a manipulação seja feita com bastante assepsia. Antes de iniciar o tratamento, deve-se administrar doses preventivas de antibiótico. O mais importante, nestes casos, é a comunicação entre o dentista e o cardiologista, para trocar informações e orientar adequadamente o atendimento ao paciente.

Que benefícios esta integração pode trazer ao paciente?
Ela possibilita uma visão holistica da saúde. Afinal, a saúde bucal faz parte de um quadro geral do organismo e muitas doenças têm expressiva repercussão na gengiva e nos dentes. O dentista que tem esta visão mais genérica pode, inclusive, diagnosticar riscos ou doenças já instaladas que, muitas vezes, não são percebidas pelo paciente.

Em que situações isso ocorre com mais frequência?
São muitos os casos de reações medicamentosas onde a boca funciona como um alarme e as mais diferentes manifestações devem ser consideradas. Determinados antibióticos, por exemplo, descolorem os dentes; Periodontites podem sugerir diabetes e outros tipos de afecções podem indicar quadros de leucemia ou AIDS. Os dentistas precisam fazer estes diagnósticos e orientar o paciente a procurar o médico.

Texto extraído de entrevista com o cardiologista Dr.Max Grinberg.